terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bola ao alto.


Foi bem legal vê-lo praticamente o dia todo, observa-lo fazendo o que mais gosta: jogar basquete. Ver em seu rosto contrastes de emoções, um sorriso a cada ponto ganho, uma (certa) raiva com o erro, quando julga que o erro foi bobo (tipo, aquela bandeja sozinho) a expressão de desapontamento vêm a tona.
Já se passavam das 14:30, o calor no ginásio fazia com que em seu rosto escorresse o suor que já enxaguava seus cabelos bagunçados; mais dois pontos, mais sorrisos... vamos voltar pra marcar! Um rebote salvo, um contra-ataque e mais um sorriso... e aquela de três? Linda, queria que tivesse sido pra mim... que no seu coração ele tivesse pensado em mim. (isso tá ficando complicado demais).
Eu parecia vê-lo em câmera lenta, enquanto corria, na alternância dos passos, no movimento dos braços, os cachinhos pulando... a cada batida de bola, os olhos... na bola, no marcador, no espaço, na cesta... passar a bola, pegar lá em baixo girar e subir, questão de segundos... segundos esses que pareciam se desmembrar diante dos meus olhos.
Acabou o jogo, só felicidade, ganharam \o/
Mesmo com toda a vontade que tinha de pular e ganhar aquele abraço maravilhoso... mantive-me recebendo só um beijo no rosto e um sorriso... fui sentar no lugar que estava desde o inicio. Algumas palavras, conversas paralelas, então ele sai para saborear mais uma vitória... a merecida coca-cola. Permaneci no meu lugar observando o jogo que estava acontecendo, ponto lá e ponto cá... não demorou muito ele voltou, sorridente no meio dos amigos, comentando algo referente ao jogo, suponho eu, então sentou-se no lado oposto ao meu, ficando quase que exatamente na minha direção.
Por mais que eu tentasse, volta e meia meu olhar se direcionava a ele... ali tão a vontade, com aquele sorriso fácil, aquele lindo sorriso. E assim foi por grande parte da tarde, cada um em seu canto... mas só de estar ali, no mesmo local já foi muito bom!
Depois de um tempo, o sol já estava se preparando pra deixar o céu e levar com ele a tarde, nos despedimos... um abraço forte, gostoso e demorado, ele (como sempre) agradecendo-me por ter ido, enquanto eu aproveitava cada segundo que podia.
E assim voltei pra casa, com o pensamento perdido e preso no brilho daquele sorriso e na beleza daquele olhar.
Sinceramente, penso em me afastar, mesmo sabendo que não adiantaria nada e que os meus pensamentos continuariam nele, tenho muito medo que ele pense que estou tentando forçar algo, ou que queria sufoca-lo, não quero de jeito nenhum! Só que é muito bom pra mim. Estar perto dele me faz muito bem, mesmo sendo por alguns minutos.


"Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Prá que você possa entender
O que eu também não entendo...
Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito prá ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir...
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender...
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo...
Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também..." ♪ ♫


-> http://www.youtube.com/watch?v=XAdazYoUAUw&feature=player_embedded "o que eu também não entendo - Jota Queste"

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