Falar de mim é algo que tenho a certeza que não sei fazer! É, realmente, é bem mais fácil falar dos outros.. julgar os outros, do que a sí mesmo. Ver os defeitos, comentar e as vezes aumentar, dos outros fica sempre tão mais fácil. Agora quando é pra olhar pra dentro e expor tudo pra todos, comentar e assumir o que mais te mete medo, o que mais fazes de errado... os teus erros passados.
É, as pessoas, por mais que neguem... ninguém gosta de ter a sua moral questionada, tem aqueles que até dizem "não tenho nada pra esconder na minha vida", que ridículo, lógico que tem, todo mundo tem algo pra esconder, uns sabem esconder.. outros não. Eu, já me enquadro na segunda opção. Eu falo demais (olha, revelei um defeito meu), e as vezes (quase sempre) sinto necessidade de contar pra alguém algo que eu fiz, seja bom ou seja ruim... Calma gente, eu conto os meus segredos.. mas os segredos dos outros são dos outros; as vezes acabo confiando em gente que não merece confiança alguma, e com isso fazendo com que a conseqüência do meu suposto erro seja aumentada em no mínimo dez vezes.
Me arrependo sim de muitas coisas que já fiz, pra minha idade (dezenove anos), já fiz muita besteira por ai. Hoje, olhando pra traz e relembrando coisas, sempre fui a garota má, que consegue tudo o que quer.. as vezes fazendo o que tem que fazer pra conseguir, se me orgulho disso, não sei dizer.. Importa-se só, somente e só com você é uma faca de dois gumes, por um lado és vista como egoísta, do outro alguém que luta pelo que quer... claro que esses dois lados tem, por sua vez, dois lados.. e assim sucessivamente. Se sou egoísta? Não, não me considero. Sou cega. Na verdade, sou refém dos meus impulsos.. (olha ai, mais um defeito.. impulsiva, vai anotando) muitas das loucuras, vamos dizer assim, foram por não conseguir controlar impulsos, desejos, vontades.. sabe aquela frase "se arrependa de manhã, mas não durma com a vontade" ?! Pois é, mesmo sem perceber eu seguia a risca.. e essa atitude teve um preço a curto e longo prazo.. o abalo, grande, na minha reputação. Sim, eu me importo com ela, ou com o pouco dela que sobrou, mas em momento algum eu deixo de viver minha vida por conta do que possam falar de mim.
Talvez um grande erro meu tenha sido escolher assumir o seus desejos, ir em frente em ocasiões em que todos diriam pra eu não fazer... Apesar da grande indecisão que tenho (quase nunca consigo decidir que cor levar), quando eu coloco uma coisa na cabeça, seja ela certa ou errada (quase sempre escolho a errada), eu não sossego até conseguir. Uns me chamariam de decidida, eu diria cabeça dura (mais um, já são quantos?).
Com o tempo eu acabei me fechando (ou tentando), agora sempre vem aquela pergunta.. "mas por quê?" Medo talvez, medo de que as pessoas possam conhecer minhas fraquezas, meus medos, meus gostos... medo de que alguém possa ter-me nas mãos... e sentir totalmente vulnerável ao desejo, querer e ordem de quem conseguiu me pegar. Se é legal ser assim?! sei que não, mas já se tornou algo natural meu.. queria poder ter o botão "on/off" facilitaria as coisas, mas não... o controle remoto universal ainda não chegou pra mim, quem sabe com o tempo eu consiga ajustar e regular-me do modo como acho que deve ser.
Tenho muito o que aprender, ouvir, entender e compreender.. sou nova, ainda tenho muito o que viver, não queria poder bater no peito e dizer que sou madura, pelo contrário, assumo que sou imatura, que sou criança e alguns casos um bebê mimado que chora quando se é tirado o brinquedo preferido. Porém sei que o tempo juntamente com a vida são os melhores professores, os erros serão inevitáveis... mas com o tempo eles se tornarão bem mais flexíveis e já acrescentarão cada vez mais ou meu aprendizado.
Mas isso com o tempo, enquanto isso... vou errando, sofrendo, levantando, apaixonando, morrendo, jurando, correndo, pulando, dançando, sonhando, querendo, gostando, lutando... vivendo.