domingo, 16 de agosto de 2009

Festa Confusa

Foi a sensação mais estranha nesses últimos tempos. A sensação de se sentir só no meio de uma multidão. O som alto, a geral curtinho... e eu ali no meio de toda aquela bagunça. Gente bêbada; patricinhas preocupadas com o cabelo, se preocupando se a maquiagem estava borrada, afinal, não elas não podem sair desarrumadas nas fotos que são publicadas em sites, não apenas os de relacionamentos; ali pelo meio tinha o grupo de amigos reunidos de divertindo como se não fizessem isso a tempos; gente pulando; casais pelos cantos e claro como é praxe casais momentâneos que já se encontravam no ápice do álcool e da felicidade instantânea. E eu ? onde me encontrava nessa confusão... não queria saber de nada a não ser aquele individuo com cabelos desarrumados... enquanto todos estavam querendo se livrar de tudo de ruim que tivesse acontecido e mandar tudo à merda, eu estava ali praticamente parada desviando, apenas das pessoas que queriam passar.
Festa lotada, clima de azaração total.. alguns me olhavam, entretanto, o meu olhar só procurava um alguém! Eu sentia que os olhos dele estava me procurando, e estava mesmo. A banda cumprindo o seu papel agitando a massa, e quando chega no refrão da musica todo mundo... "eu quero é mais é beijar na boca, eu quero mais é beijar na boca, eu quero mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente" e essa ultima parte ficou presa nos meus pensamentos... e ser feliz daqui pra frente, e uma lagrima inesperada surgiu nos meus olhos e escorreu em meu rosto, me deixando se entender o que havia acontecido.
A pista estava lotada demais, resolvemos por intermédio de um amigo fomos ao camarote, nesse momento meus pés estavam pedindo arrego! não aguentavam mais a tirinha prendendo e apertando meus dedos, sentei e quando menos esperava nossos olhares se cruzaram e durante alguns segundos tudo parou, não existia nada ali além de nós, olhos fitados, pensamentos peculiares, foi então que eu começei a escutar as batidas do meu coração, coração a mais de mil, foi ai que não conseguir me conter e abrir um leve sorriso, totalmente e rapidamente correspondido, aaah aquele sorriso... eu viajo quando lembro daquele sorriso. Nesse momento as minhas bochechas estavam completamente vermelhas, eu estava terrivelmente envergonhada, nunca pensei que isso podesse acontecer comigo, uma garota extrovertida, sinica, palhaça, brincalhona que sempre fez com que não parecesse o que deseja, estava ali completamente, totalmente, inesplicávelmente, indescritivámente envolvida e entregue naquela troca de olhar e de sorrisos, foi então que outro alguém tirou de mim a atenção dele... mas não era um alguém qualquer, e sim, um alguém que teve e ainda tem uma grande importancia na vida dele. Contive todo o ciume que subtamente invadiu-me, fazendo-me abaixar a cabeça com um medo de que algo podesse acontecer bem ali em frete aos meus olhos, nada acontecia apenas conversas e atenções.
A suingueira tomava conta, as mulheres rebolando até o chão, algumas querendo chamar atenção, outra apenas curtindo a festa, e eu como algumas ai só queria ta sentada e quieta... mas o orgulho não me deixou ficar ali apenas observando tudo o que se passava, eu tinha que fazer alguma coisa... eu tinha que dançar! Dançei com alguns dos meus amigos que estavam comigo ali, mas nada de mais, o olhar dele na minha direção o ciume e toda a insegurança nele ficava quando algum homem se aproximava de mim!
Ele fazia questão de ficar andando, ia... voltava, como se quizesse mostrar que ele tava ali e que tava me vendo, gargalhei alto e senti que por ele também passa o que está passando em mim.
Em algumas horas ele some, tenho certeza que ele foi embora com aquele outro alguém, ela que por tantos anos esteve do lado dele, é normal que ele tivesse ficado balançado... foi embora, sumiu dos meus olhos... e eu nem pude dizer adeus, nem mesmo um adeus silencioso, nem mesmo nos meus pensamos, nem mesmo com meus olhos. Só queria poder dizer adeus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário